quinta-feira, 6 de outubro de 2011

De quem é a iniciativa na oração?


Lendo as orações da Bíblia, aprendemos também que Deus toma a iniciativa.
Poderíamos pensar nas grandes chamadas de Deus a pessoas específicas (Noé, Abraão, Moisés, Isaías, Jeremias, Amós, Pedro, Paulo), mas pensemos numa mulher desamparada: Agar (Gênesis 16).
Como iria ela orar ao Deus de Abraão, se este homem a humilhara?
Grávida, à beira de um oásis, espera o pior, mas Deus a encontra no deserto.
Ela orou (numa das mais curtas preces de exaltação encontrada na Palavra de Deus: "tu és o Deus que me vê") porque o Senhor veio em seu socorro primeiro.
Achamos que tomamos a iniciativa de orar, mas estamos sempre respondendo.

Fonte: Prazer da Palavra

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vivemos com fé no futuro


"Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas" Filipenses 3:17-21

Viver como cidadão do céu significa que o que faz revela atributos celestiais. E o que você revela como cidadão está guiando alguém que está lhe observando, no sentido de como ser um bom cidadão. Se não há problema falar mal de um irmão, então acharão que não há problema agirem da mesma maneira; eis uma armadilha fácil!
O que sua conduta mostra aos outros?
Você tem consciência do quanto influencia as pessoas?
Viva de tal maneira que o observado sobre sua cidadania celestial seja um retrato verdadeiro.

Fonte: Thomaz Lupo Neto

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O poder do louvor


Os dois chegaram à prisão e, com habitual truculência, foram algemados e amarrados numa cela.
Os dois foram encarcerados não porque roubassem, não porque brigassem, não porque não pagassem seus impostos, não porque dirigissem bêbados, não porque desviassem dinheiro público, não porque abusassem de alguém.
Os dois estavam sendo injustiçados, mas não reclamaram de Deus e nem dirigiram suas vozes ao céu para perguntar "por que?".
Os dois optaram pelo improvável. De memória, começaram a cantar todas as músicas que seus corações abrigavam. Não sabemos que canções eram, apenas que eram músicas de louvor a Deus.
Os dois anteciparam o que William Law (1686-1761) ensinaria: "Qualquer coisa que lhe pareça uma calamidade se transformará em bênção, se você louvar e agradecer a Deus por ela".
Os dois tiveram interrompidos os seus louvores para verem a imediata resposta às suas orações.
O chão tremia, as paredes ruíam, as algemas se abriam, mas Silas e Paulo não tiveram medo quando lhes alcançou, poderoso, o amor de Deus.

sábado, 1 de outubro de 2011

Minha Vida, Impacto para a Nação - JMN 2011


Por Lourenço Stelio Rega, Mestre em Teologia e em Educação, Doutor em Ciências da Religião e diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo

Um dos textos que mais me inspiram a viver o cristianismo no dia a dia é Atos 17.6b: "Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui.". As pessoas naquela época viviam o seu cotidiano dando conta de seus afazeres e estavam desfrutando de conforto. É mais ou menos como hoje vivemos, sempre esperando um feriado pela frente, de preferência em fim de semana prolongado. Ficamos animados às sextas-feiras por volta das 20 horas, pois à frente teremos um fim de semana. Mas todo fim de semana tem um horário difícil - 20h do domingo. Como você se sente nesse horário aos domingos? É o mesmo sentimento que teve na sexta feira no mesmo horário?

Será que vale a pena viver um tipo de vida assim? Sem sentido, sem esperança? Quando o evangelho chegava numa aldeia ou cidade naquela época havia como que uma "perversão" (santa, é claro) dos costumes e dos hábitos das pessoas. Daí a expressão "estes que alvoroçaram o mundo". No texto original do livro de Atos o verbo "alvoroçar" significa "transtornar", "virar o mundo de perna para o ar". Veja o que significava o evangelho chegar numa região.

Infelizmente com o passar dos anos reduzimos o significado da expressão "o evangelho chegar numa região" a apenas na pregação do evangelho que chegou num local. Reduzimos o cristianismo a atividades eclesiásticas e pregação. Reduzimos o evangelho a apenas a salvação, perdão dos pecados e bênçãos escatológicas.

Ser salvo significa mais do que ganhar de graça uma apólice de seguro contra o incêndio do inferno. No Novo Testamento, todas as ligações com o fato da salvação apontam para um retorno ao Éden, antes da queda - para a restauração de nossa vida ao estado pré-queda. Fomos criados para a glória de Deus, viver para Ele, como seres dependentes. Na queda, rebelamo-nos contra Deus em Adão. Declaramos a nossa independência.
 Jesus Cristo veio não apenas para nos perdoar os pecados, legitimando juridicamente nossa recuperação. Jesus Cristo não veio apenas para nos garantir o céu, dando-nos segurança escatológica. Ele veio para nos dar vida, vida abundante (João 10.10), nos dar verdadeira liberdade (João 8.36). Assim, quando somos salvos nos tornamos nova criaturas, nova criação (2 Coríntios 5.17).

Nestas condições nosso referencial ou centro gravitacional de vida é deslocado de nosso "eu", de nossa vontade, de nossos sentimentos, de nossa visão sobre a vida, para Jesus Cristo. "Ele [Cristo] morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aqueles pelos quais morreu e ressuscitou" (2 Coríntios 5.15 - contexto do v. 17 citado anteriormente). Em Gálatas 2.20 temos "vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus ...". Em Romanos 12.1: "... o vosso corpo em sacrifício vivo ...". Em Lucas 9.23: "se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, a cada dia tome a sua cruz e siga-me".

Enfim, todos estes textos demonstram que a vida cristã não pode se resumir em trabalho eclesiástico e pregação. Vida é vida, vivida no cotidiano. Ser cristão é viver o cristianismo incondicionalmente como um seguidor de Jesus, afinal Ele nos deixou o exemplo para que sigamos as suas pisadas (João 13.15).

Ser cristão é viver neste mundo causando impacto positivo marcado pelos princípios do evangelho em todas as esferas de vida, no emprego, entre os colegas da escola, entre os vizinhos, dentro de nosso lar, no trato das questões ambientais e ecológicas, no trânsito, no cumprimento da cidadania responsável e criativa. Assim, nós temos condições de pregar o evangelho não apenas por intermédio de um plano da salvação, mas também por meio de uma vida que expressa concretamente a mensagem que desejamos expressar ao mundo - Jesus salva, mas também transforma e alvoroça radicalmente nossa vida.
Esse é o evangelho integral.

Definição de filho por José Saramago

"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como?  Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quem Pode Julgar?


"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?" (Mateus 7:1-3)

Quando nós vemos um irmão ou uma irmã em pecado, existem duas coisas que nós não sabemos: Primeiro, nós não sabemos o quanto se empenharam para não pecar. E segundo, nós não sabemos qual o poder ou forças que os dominaram. Não sabemos, também, o que teríamos feito nas mesmas circunstâncias.

Temos o hábito de julgar as pessoas. "Ele é fraco e não sabe resistir aos momentos de dificuldades"; "ela se deixa envolver facilmente com coisas erradas"; "eles bem que poderiam ter evitado aquela situação"; e outros comentários semelhantes. Até parece que não erramos nunca, que não fraquejamos em nenhum momento, que somos sempre fortes e inabaláveis.

Por que, em vez de criticar e condenar as pessoas, não procuramos compreender a situação? 
Por que, em vez de virar as costas aos "pecadores" não nos oferecemos para ajudá-los, para abraçá-los, para mostrar-lhes algo melhor? 
Temos o dever de amá-los e não de diminuí-los ainda mais. 

Por acaso nós nos colocamos em seus lugares? 
Seríamos nós mais santos e firmes se enfrentássemos os mesmos dilemas? 
Resistiríamos mais se sofrêssemos as mesmas tentações? 
Agiríamos com mais honestidade se nos confrontássemos com as mesmas facilidades? 
Teríamos coragem de atirar pedras, como não tiveram os acusadores da mulher pecadora dos tempos de Cristo?
Por que o Senhor Jesus nos mandou cuidar primeiro do cisco de nossos olhos antes de querer tirar o dos nossos irmãos?
Somos mais santos que eles? 
Somos mais puros que eles? 
Temos as vestes mais brancas do que as deles? 

Todos nós somos abençoados pela misericórdia e pelo amor de nosso Senhor. Que saibamos agir da mesma forma com todos que estão diante de nós.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Hora de calar


O pregador antigo (Eclesiastes 3.7) nos diz que há hora de calar.
No entanto, ele não nos diz "quando", certamente para que cada um de nós faça sua agenda.
É hora de calar quando as críticas se sucedem ao nosso trabalho. Dá vontade de explicar, mas o erro continuará sendo o que é: erro.
É hora de calar quando a raiva faz avermelhar nosso rosto por causa do ataque recebido. Se falarmos, vamos cometer os mesmos excessos que nos iraram.
É hora de calar quando temos muitas coisas para contar, coisas que, exibidas, podem mostrar como estamos na frente ou acima dos outros.  É hora de calar quando nossos lábios projetam que se ocuparão da vida alheia.
Quando calamos, podemos pedir a Deus que nos ajude a ouvir (mesmo que sejam críticas), que nos acalme o coração para que o nosso temperamento bata no ritmo da serenidade, que nos ponha na escola da humildade, essa virtude que produz conhecimento sem ostentação.